Arquivo da categoria: Crítica

O que está acontecendo com o Pristina.org

Algemas do povo

Bem, como representante da empresa que hospeda o Pristina.org, alguma obrigação sinto em explicar tudo que está acontecendo.

Desde que o Felipe publicou o artigo mostrando o que fizeram com o site da AG407, ele tem recebido ameaças de processo. Após o segundo deface, ele chamou claramente os proprietários da agência para que explicassem a situação. A resposta não existiu.

Diante disto, o Felipe optou por publicar a resposta que foi dirigida ao Blue Bus. Desde o início de todo o problema, foi declarado claramente no site Pristina.org que TODO E QUALQUER COMENTÁRIO É DE RESPONSABILIDADE ÚNICA E EXCLUSIVA DE QUEM O ESCREVE. Aparentemente os proprietários desta agência não entenderam isto.

Minha grande e final pergunta é: FAZ SENTIDO ENTRAR COM UMA AÇÃO JUDICIAL CONTRA UM SITE QUE SIMPLESMENTE NOTICIA UM FATO?

Eu acho que não, mas cabe ao carissimo senhor juíz responsável por está causa (se é que ela existe, já que nem o Felipe, nem minha empresa como hospedeiro do site foi notificado) pensar claramente sobre os limites da liberdade de imprensa e divulgação de fatos.

Um caso como este pode simplesmente dar margem ao que já ocorre na China (Twitter, Facebook, MySpace e YouTube bloqueados), controle total e absoluto sobre tudo que é publicado, dito, falado e quase pensado.

EU NÃO QUERO VIVER EM UM PAÍS ASSIM!

Democracia inclui liberdade de expressão, claro, vedado o anonimato.

Quer saber mais sobre tudo que está acontecendo? Dá uma lida no artigo do próprio Pristina.

Você conhece o Googol?

Dando uma conferida nos comentários do blog, descobri um rapazinho que comentou em um post antigo, que dava dicas sobre como trabalhar no Google, afirmando que trabalha lá a 12 anos e meio. Como eu sou chato e fiquei irritado com a petulância do garoto (e também pela falta de assunto para escrever aqui) decidi colocar alguns fatos sobre a história do Google:

De onde vem

É um projeto de pós-graduação dos estudantes Sergey Brin e Lerry Page, seu início foi dentro da Universidade de Stanford, baseado no projeto BackRub. Em Agosto de 1998, eles conseguem um investimento de US$100mil para dar um início real ao projeto.

O nome

O nome Google nada mais é que um erro de grafia da palavra Googol. O Googol é o 1 seguido de 100 zeros e representava bem o objetivo deles (ter o infinito da Internet catalogado).

Gooooogle
Escritório do Google em Amsterdam (via Googlified)

Dinheiro

A partir do investimento de US$100mil, o Google só fez crescer, tendo suas ações avaliadas em certo momento em mais de US$700. Isso fez a empresa virar um recante de multi-milionários, já que todos os seus funcionários trabalhavam por um salário abaixo da média do mercado, porém com opção de ações da empresa.

Serviços

Atualmente o Google conta com mais de 40 serviços diferentes e operantes, tendo como destaque o Orkut (ao menos no Brasil), YouTube, Google Maps e GMail.

Se quiser conhecer mais sobre o Google, recomendo muito o livro Google: A história do maior negócio de mídia e tecnologia dos nossos tempos[bb]. Além da leitura dele (que já fiz a um bom tempo e preciso fazer novamente), a própria Google mantém um histórico de fatos importantes de seu desenvolvimento no site de informações corporativas.

Se além de conhecimento você quiser ver bobagens e zoações, o Google Discovery tem um site com vários serviços do Google zoados, levando em conta o nome original Googol.

Primeiro mundo uma ova

Obs: Este post era pra ter sido publicado dia 18/12/2008, mas devido a um problema no servidor, só me dei conta tarde demais que ele não estava no ar.

Estava eu tranquilamente fumando meu ultimo cigarro enquanto esperava o ônibus do post anterior, quando um sujeito se aproxima de mim e elogia meu sobretudo. O diálogo foi mais ou menos assim:

Sujeito estranho: Bonito casaco.

Eu: Obrigado, também acho.

Sujeito estranho: Me dá ele! (fazendo uma cara normal ainda)

Eu: Não. (tranquilo pensando no meu cigarro)

Sujeito estranho: Me dá ele logo! (ficando nervoso mas disfarçando porque tinha gente perto)

Eu: Não posso, não é meu (continuava prestando atenção no meu cigarro)

Sujeito estranho: Então tudo bem.

O sujeito simplesmente foi embora, acho que não entendeu o porque de eu não estar dando bola pro jeito malaco-gringo-ladrão-de-turista dele.

Foi até engraçado, principalmente por conta da cara de “esse cara é maluco” que o cara fez pra mim. E com isso digo e repito, como já falei com o Igor: Primeiro mundo porra nenhuma, ninguém nunca tentou me roubar um casaco no Brasil.